Existe um momento na jornada de autoconhecimento em que percebemos que não caminhamos sozinhas. Antes de nós, vieram outras mulheres (mães, avós, tias, bisavós) e é justamente nas raízes femininas dessas mulheres que muitas das nossas próprias histórias começam a fazer sentido.
Talvez você já tenha se perguntado por que repete certos padrões, por que sente medo diante de determinadas situações, ou por que carrega uma força que nem sempre sabe explicar de onde vem.
Muitas vezes, a resposta não está apenas em você. Ela está também na linhagem de mulheres que vieram antes.
Por que olhar para as raízes femininas
Quando começamos a olhar para as raízes femininas da nossa própria história, entendemos melhor quem somos hoje. Isso acontece porque cada mulher da nossa linhagem enfrentou desafios, tomou decisões e sobreviveu de acordo com o que era possível em seu tempo.
Dessa forma, algumas dessas mulheres passaram adiante ensinamentos valiosos: força, intuição, resiliência, cuidado. Outras, porém, também passaram adiante feridas que nunca puderam curar — medos, silêncios, crenças limitantes que se repetem, sem que a gente perceba, de geração em geração.
Por isso, mergulhar nas raízes femininas não significa julgar quem veio antes de nós. Significa, sobretudo, compreender com mais compaixão a nossa própria história e escolher, com consciência, o que queremos continuar carregando e o que já podemos deixar ir.
Aprendemos com quem veio antes
Assim como uma criança aprende a caminhar observando quem já sabe andar, também aprendemos a viver observando as mulheres que vieram antes de nós. Elas colocaram em prática o que aprenderam, e foi exatamente isso que nos passaram: ensinamentos, crenças, formas de lidar com a vida.
Como seres novos que somos, chegando a essa existência, começamos naturalmente absorvendo o que essas mulheres tiveram para ensinar.
Abraçamos, muitas vezes sem escolher, aquilo que a humanidade já havia aprendido até aqui (e não necessariamente o que potencializaria a nossa própria individualidade).
Contudo, essa individualidade é fundamental para que possamos nos desenvolver como seres únicos e, ao mesmo tempo, contribuir para o desenvolvimento dessa humanidade.
Afinal, a menos que você deseje repetir padrões que nem sabe que são seus (que talvez nem façam parte da sua própria história), é preciso, em algum momento, retirar a venda dos olhos.
Conhecer a história que te trouxe até aqui
Sem esse olhar consciente, dificilmente você vai conhecer a história que fez você chegar até aqui, que moldou quem você é e a forma como você age na vida.
Por isso, um bom começo é conhecer as mulheres de suas raízes pessoais: as mulheres da sua própria família. É por aí que a jornada geralmente começa, pelas mulheres mais próximas, pelos legados que fizeram sua linhagem chegar até onde chegou.
Depois, podemos ampliar esse olhar: para as mulheres brasileiras, para outras mulheres ao redor do mundo, para a própria história da energia feminina e como ela foi se desenvolvendo e se moldando ao longo do tempo, até que nos tornássemos as mulheres que somos hoje.
Abordo muito bem a jornada de mulheres que fizeram seu caminho comigo como a história do feminino em meu livro Mulheres Visionárias (fica um convite).
Vale lembrar, ainda, que essa jornada também inclui compreender como os homens contribuiram para essa energética feminina, através da própria energética masculina. Somos seres sociais; carregamos, cada uma de nós, tanto energia feminina quanto energia masculina, e ambas têm um papel em quem nos tornamos.
Despertar da Essência Feminina
Um convite ao autoconhecimento
Se você deseja viver uma vida mais consciente, mais conectada com o próprio prazer de existir, então esse mergulho no autoconhecimento das suas raízes femininas pode ser um caminho poderoso.
Mergulhar para ocupar o seu lugar por direito. Mergulhar para, antes de mais nada, colocar-se em primeiro lugar dentro da própria história.
Durante essa jornada, lembre-se: é você quem dá o passo a passo para chegar a algum lugar. Nenhuma ferramenta, nenhum livro, nenhuma prática substituirá o seu próprio movimento. Elas apenas abrem portais, ampliam níveis de consciência e entregam novas possibilidades : mas o passo, esse, é sempre seu.
Um pequeno exercício de conexão com suas raízes
Se quiser começar essa jornada agora mesmo, aqui vai um convite simples.
Pense em três mulheres da sua família, pode ser sua mãe, sua avó, uma tia, uma bisavó. Para cada uma delas, pergunte-se:
- O que essa mulher me ensinou, mesmo sem dizer com palavras?
- Que força ela me passou, mesmo sem perceber?
- Que medo ou silêncio talvez eu tenha herdado dela?
Não é preciso responder tudo de uma vez. Apenas observe o que surge, porque, muitas vezes, é exatamente aí que a nossa própria jornada de despertar começa.
Você não caminha sozinha
Talvez essa seja a lembrança mais importante deste artigo: você não chegou até aqui por acaso, e você não caminha sozinha.
Antes de você, vieram mulheres que abriram caminhos, que sobreviveram, que aprenderam e que, de alguma forma, seguem vivas em você.
Olhar para essas raízes femininas não é sobre ficar presa ao passado. É sobre entender de onde você vem, para que possa escolher, com mais consciência e liberdade, para onde deseja ir.
Com respeito por todas as mulheres que vieram antes e pelo caminho que você está construindo agora,
Tamaris Fontanella Instituto Despertar Feminino Criadora da Theaterapia®
Jornada "Despertar da Essência Feminina"
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Despertar Feminino®
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